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Compilando a Godot no Ubuntu

A nova versão da Godot deverá vir com bastante coisas legais, como uma interface mais amigável, possibilidade de editar várias cenas ao mesmo tempo, etc. Mas já é possível experimentar isso utilizando a versão de desenvovimento. Nesse post vamos ver como compilar a engine no Ubuntu 14.04 64bits. Continue lendo Compilando a Godot no Ubuntu

Tutoriais de Música Livre – Guitarix

No artigo Linux e o Guitarrista Pobre eu introduzi as tecnologias Jack e Rakkarack e mostrei como o segundo é uma ótima opção para tirar timbres diferentes da sua guitarra e fazer um som esperto. Recomendo ler aquele artigo antes para se familiarizar com o que falarei aqui.

Neste artigo eu vou apresentar mais uma excelente opção para guitarristas, o simulador de amplificadores valvulados Guitarix.

Instalação

Você vai precisar do Guitarix e do Jack instalados para acompanhar este artigo. Para conseguir mais resultados interessantes eu recomendo também o Jack Control, o Audacity e o gxtuner.

Interface

Eu gosto bastante da carinha que este programa tem, aqui vai uma foto e uma explicação básica dela. Esta versão que eu estou usando é a 0.22.4 e pode ser que a sua tenha uma aparência um pouco diferente, mas provavelmente nem tanto. Se estiver perdido peça ajuda nos comentários.

Em #1 vemos a parte principal do programa, o rack com o cabeçote do amplificador e os efeitos. É aqui que você vai passar a maior parte do tempo mexendo, mais especificamente em #2 onde ficam os controles do amp.

Para adicionar mais efeitos no rack dê uma olhada em #3 e uma lista de timbres pré-prontos (presets) está em #4.

Em #5 você pode ler algumas informações sobre o timbre que você está usando, desabilitar todos os efeitos (ouvir apenas o sinal de entrada) ou desconectar o programa do Jack. Finalmente em #6 você pode mostrar e esconder diferentes partes da interface.

Conexões no Jack

O Guitarix modifica o sinal em dois passos: primeiro ligamos o nosso sinal de guitarra (geralmente o system) no cabeçote do amplificador (gx_head_amp) e depois ele passa pelos efeitos (gx_head_fx). Quando o Guitarix é iniciado ele já configura este esquema, como pode ser visto na figura abaixo:

Você pode ser criativo com as entradas e saídas e usar outros programas no meio, ou no sinal de saída ou até mesmo ligar coisas como sintetizadores, microfones e mais no sinal de entrada. Essa é a graça do Jack :)

Afinando a Guitarra

Antes começar a tocar você pode usar a sessão do afinador. Infelizmente na última versão que eu instalei na minha máquina esse recurso parece que não está funcionando muito bem. Para resolver eu ando utilizando um programa chamado gxtuner, que é derivado do próprio código do Guitarix, mas funciona separadamente. Você pode instalar ele também pelos pacotes da sua distribuição e usar para afinar rapidamente sua guitarra. A foto abaixo mostra como ele funciona:

Usando os presets

Para começar em grande estilo você pode dar uma olhada nos presets, caso eles não estejam visíveis é possível acessá-los com o menu Presets -> Preset Selection. É possível achar desde sons de distorção bem forte, para rock e metal, até alguns sons limpos e outros pesadamente com efeitos, embora para brincar de Tom Morello eu recomende o Rakarrack mesmo.

Tome cuidado que algumas distorções podem ficar bem cheias de ruído e diminuir isso envolve entre outras coisas melhorar a qualidade de: cabos, captadores da guitarra ou sua placa de áudio. Para resultados mais profissionais talvez seja necessário empregar o uso de pré-amplificadores reais ou interfaces de áudio com maior qualidade. Não é fácil na realidade, mas uma dica é mexer com os parâmetros do próprio Guitarix o que nos leva à próxima sessão.

Criando seu próprio timbre

Como você pode ver na foto da interface, a quantidade de botões, alavancas e coisinhas para girar aqui é enorme. Na sessão do amplificador é possível escolher o tipo e a configuração das válvulas (como visto em #2 a usada é “12ax7″). Aumentando o Drive e o valor de Clean/Dist você cria a distorção com o carater das válvulas selecionadas. Mudando o volume de entrada (Pre Gain) e saída (Master Gain) você vai estar fazendo a amplificação do sinal, sendo o primeiro o que chamamos de pré-amplificador. Esses botões de volume que podem te ajudar a tirar uma distorção legal, mas é um trabalho árduo, como é com um amplificador na vida real também.

Eu até gosto de ficar horas mexendo nos parâmetros, mas não sou particularmente bom nisso. Por isso eu recomendo que vocês façam como eu e dêem uma explorada nos timbres já prontos e modifiquem os que lhe agradarem mais. Se você me conhece pessoalmente e quer pegar um café e ficar horas discutindo sobre timbres e efeitos de guitarra, eu aceito o convite.

Gravando

Você pode conectar com o Jack o sinal sendo gerado pelo gx_head_fx ou pelo gx_head_amp (se quiser apenas o som amplificado sem efeitos) a algum programa de gravação. Mais uma vez veja este post para um exemplo similar em que o Audacity é usado para gravação. Outros programas que podem servir para gravação são o qtractor ou o qjackrcd. Em posts futuros esta parte do processo terá mais atenção.

Demonstração

Retirado diretamente do site do Guitarix, bastante divertida e mostrando com é possível fazer um tom bem encorpado com ele:

Referências

Você provavelmente curtirá:

Tutoriais de Música Livre – Audacity

O Audacity é em muitos aspectos um dos meus programas favoritos no Linux (mas ele também tem versões ótimas para Mac e Windows), principalmente por ser aquele cara que sempre resolve a treta que tu tem nas mãos. Ele é um daqueles programas que podem fazer coisas incríveis e milagrosas a lá Photoshop, mas que também tem a simplicidade do bom e velho paint (que nojinho). Neste artigo eu vou mostrar como fazer algumas coisas simples como gravação, corte de áudio, remoção de ruído e aplicação de efeitos.

Instalação

Siga as instruções no site oficial e no caso de qualquer problema faça perguntas nos comentários.

Interface

A interface do Audacity é esta aqui:

Eu vou dar uma comentada rápida nela, você pode pular isso não estiver interessado.

Os botões de ‘Tocar’, ‘Pausar’, ‘Parar’ e ‘Gravar’ lá em cima são bem intuitivos (#1). Logo ao lado temos os “Modos do Cursor” (#2), como eu vou chamar, que é o que controla o que o seu cursor vai fazer quando clicar na onda. O caso de uso mais geral é o que vem por padrão que é apenas selecionar trechos de áudio ao clicar o mouse, as outras opções envolvem editar partes da onda e modificar seus valores, algo um pouco menos útil.

As barrinhas com (L, R) ao lado (#3) são os monitores de volume da entrada e da saída. Isto quer dizer que você verá elas se mexendo quando estiver gravando ou reproduzindo algo e é bom para se guiar enquanto estiver tentando deixar as configurações do jeito que você quer. Perto dessas barras você tem o ajuste de volume da entrada e saída (#4), e deve ser óbvio para que isso serve.

A próxima barra (#5) tem coisas como copiar/recortar/colar sessões do áudio, remover partes do áudio, introduzir silêncio, mudar o zoom, entre outras opções um pouco mais avançadas.

A maioria das funções nessas barras tem um atalho no teclado. As mais óbvias são o copiar/recortar (ctrl+c, ctrl+x), colar (ctrl+p) e também tocar (barra de espaço) e gravar (r).

A última parte importante de observar é a sessão onde ficam as faixas de áudio (#6) e algumas configurações ao lado de cada uma. Usando essa interface é possível silenciar faixas específicas (Mute), tocar elas sozinhas (Solo) e ajustar o volume e o balanço em faixas estéreo.

Gravando

Para gravar algo, apenas aperte o botão com a bolinha vermelho, ou o atalho ‘r’ e faça algum som no seu microfone.

Cada nova gravação vai sendo colocada em um nova pista e isto é legal para se organizar, mas se você quiser gravar algo na pista em que o cursor está atualmente você pode apertar shift+r ou mesmo segurar shift ao pressionar o botão de gravar.

Importando clipes de áudio

Importar clipes de áudio é tranquilo. ‘File->Import->Audio’ e escolha um arquivo no seu disco. A maioria dos formatos populares (quiçá todos) é suportada, então pode ficar tranquilo. Para uma maior compatibilidade de formatos você pode instalar o FFmpeg.

Cortando e removendo partes do áudio

Arrastando o mouse sobre partes do áudio você pode selecioná-lo. Apertando delete (ou ctrl+k) você pode apagar pedaços. No entanto isto nem sempre é o que você quer pois acaba por mover todo o áudio que vem depois (tente e veja o que estou dizendo). Para apagar pedaços do áudio sem mover todo o resto é possível usar a opção ‘Silence Audio’ que é um botão no menu ou o atalho ctrl+l.

Usando as opções de copiar e colar é possível também mover pedaços de áudio, duplicá-los, e etc… Neste quesito a interface é intuitiva, pelo menos para quem já está acostumado a usar um computador há algum tempo.

Aplicando efeitos

Agora as coisas ficam interessantes mesmo com o menu ‘Effect’. Você pode fazer desde coisas simples como amplificação, equalização, mudança de velocidade e tom, fade in/out, etc… até coisas mais complicadas como compressão dinâmica (usado para normalizar o volume de uma faixa), remoção de ruído ambiente, eco, reverberação e muitos outros que podem ser fornecidos por terceiros. Para ter um exemplo do número de plugins que é possível conseguir gratuitamente dê uma olhada nos que tenho aqui:

Eles são de código livre e foram instalados como pacotes no meu sistema operacional. Os formatos de plugin suportados podem ser vistos aqui e se você quer instalar alguns pode fazer (no Linux) uma busca no seu gerenciador de pacotes por ‘audio plugins’ ou alguns dos formatos citados na página do Audacity, como por exemplo ‘ladspa’.

Dito isto, para aplicar efeitos apenas selecione a pista e a área a qual você deseja que seja afetada, e escolha o efeito no menu. Quando o efeito tiver algo configurável, como por exemplo o volume de um plugin de amplificação, o Audacity vai lhe mostrar uma janela onde pode ser feita essa configuração.

Mixando e salvando

Depois de gravar algumas pistas e aplicar seus efeitos você pode selecionar todas as pistas (usando ctrl+a ou arrastando o mouse) e escolher a opção ‘Tracks->Mix and Render’ para unir todas em uma só pista.

Para salvar um arquivo como resultado você pode usar a opção ‘File->Export’. Caso queira exportar arquivos em formato MP3 dê uma olhada aqui para saber o que é preciso instalar.

Desfazer infinito

O Audacity é super seguro, no sentido de que ele tem a função ‘desfazer’ com passos infinitos. Isso quer dizer que enquanto você tiver espaço no seu disco ele vai te permitir voltar atrás nas mudanças que você fez, como por exemplo: deleção de trechos de áudio, aplicação de efeitos, movimentação de áudio, customização de parâmetros de uma pista. Isto quer dizer que é muito tranquilo ficar gravando e editando com ele por horas.

Vídeo-demonstrações

Eu mesmo pensei em gravar alguns vídeos demonstrando várias funções do Audacity, mas achei este canal legal no Youtube em que o cara já faz isto. Pontos para ele e recomendo!

Na próxima…

Eu irei demonstrar o Guitarix um simulador de amplificador valvulado no Linux. Se preparem para tirar um som esperto de suas guitarras! Além disso para fazer a ponte com este episódio, vamos usar o Audacity para gravar tudo :)

Continuem usando software livre e deixem comentários, sugestões e correções!

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Linux e o Guitarrista Pobre – Lines o’ Code

via Linux e o Guitarrista Pobre – Lines o’ Code

YEAH!!!
… but everyone can rock in Linux!

Aqui vai uma receitinha para os guitarristas que tem alguma distribuição Linux instalada nos seus computadores. Este é um pequeno guia que vai te mostrar como tirar um som maneiro com a guitarra, aplicar efeitos, corrigir imperfeições e gravar o resultado. De quebra você aprende um pouco sobre o ecossistema de aplicações de áudio avançadas do penguim além de ser tudo bem acessível monetariamente.

Você vai precisar de:

  • Uma guitarra (ou violão 🙂
  • Um cabo para ligar a guitarra na entrada de microfone (se chamam cabos P10-P2, o meu foi menos que 10 reais, mas tem pouca qualidade, já estão avisados )
  • Jack Audio Connection Kit, Jack Control, Rakarrack e Audacity

Supondo que os dois primeiros itens ficam por sua conta, vamos ver como fica o último. Eu uso o Ubuntu e vou me basear em como as coisas funcionam por aqui, mas não deve ser muito diferente nas outras distros. Primeiro instalaremos os programas, você pode ir pelo Ubuntu Software Center e achar o nome deles OU digitar isto aqui no terminal.

sudo apt-get install jackd qjackctl rakarrack audacity

O Jack é uma aplicação construída em cima do sistema Alsa para rotear entrada e saída de áudio entre diferentes aplicações. Usando ele nós vamos pegar o som que está entrando pelo microfone (chamado capture) e redirecionar para o Rakarrak, um processador de efeitos de som, uma pedaleira digital.

Jack
Interface Jack Control feita para facilitar a manipulação do Jack

Para começar, abra o Rakarrack, provavelmente ele irá te dizer algo sobre o Jack ainda não estar rodando. Precisamos fazer isso primeiro, então vamos apertar o botão Start na interface do Jack Control . Pronto, agora o Rakarrack deve abrir quando você tentar novamente. O próximo passo é fazer as conexões. Abra o Jack Control e clique em Connect, você verá algo mais ou menos assim:

connect
Interface de conexões do Jack Control

Como pode ser percebido, à esquerda temos “entradas” de som e à direita saídas. Os quadradinhos chamados system são respectivamente o seu microfone e caixas de som. Outros programas compatíveis com o Jack também aparecerão como quadradinhos ali. O que faremos é ligar a entrada de som no Rakarrack e este na saída de som, use o mouse, clique e arraste para conectar, é para ser bem intuitivo.

connect
Conexões já prontas

Depois de pronto vá até o Rakarrack e ligue os efeitos (botão FX On à direita e em cima). Se tudo correr como deveria você tem agora potencial de fazer todo o barulho que desejar! Dê uma olhada nos efeitos já prontos e customize os seus próprios, diversão garantida!

Sobre a interface do Rakarrack

Interface um pouco melhorada
A interface um pouco melhorada, tente você também 😉

Ela é incrivelmente feia e complexa, acho que eles botaram uma cor meio escrota até para emular o feeling das pedaleiras, heh… Recomendo fortemente que você de uma explorada nas configurações e mude para algo mais agradável, com o tempo você consegue deixar tudo tranquilo e acaba até se afeiçoando.

Gravando

Para gravar os resultados vamos usar um programa muito bom, o Audacity. Quando você abre ele normalmente os comandos de gravação estarão usando a entrada padrão de áudio, mas na realidade o que queremos é colocar o Rakarrack no meio disso. Para fazer esta conexão vá no menu Edit -> Preferences, selecione a aba Devices. Lá selecione o Host como o Jack e o Recording Device como Rakarrack. Pronto, agora o botão de gravação irá pegar diretamente o som da guitarra. Ainda antes de gravar você pode gerar uma pista com um metrônomo ( Generate -> Click Track ) para não se perder.

Melhorando o Áudio

Depois de gravarmos alguns riffs, podemos dar uma melhorada no som com alguns efeitos do Audacity, eles estão (se preparem) na aba Effects. É possível, amplificar o som, passar um filtro compressor, equalizar (embora seja mais aconselhavél equalizar no Rakarrack),remover o rúido e muito mais. Noise Removal é bem versátil e poderoso, além de ser uma mão na roda pra quem tem equipamentos de caráter duvidoso. Apenas selecione um trecho de gravação onde é possível só ouvir ruído e marque como Noise Profile, depois selecione todo o trecho afetado pelo ruído e passe o filtro.

Mixando e salvando

Depois de dar os retoques você pode selecionar algumas faixas e mixá-las com Tracks -> Mix and Render . Finalmente use File -> Export para salvar a faixa em algun formato de áudio.

Importante notar que o suporte a exportação de MP3 não vem por padrão, é preciso instalar o pacote lame, mais informações aqui.

No ubuntu tente:

sudo apt-get install lame libmp3lame0

Toquem até seus dedos sangrarem meus amigos!

É isso, divirtam-se!

Qualquer dúvida, problema com a instalação dos programas, adendo ou sugestão é mais que bem vindo nos comentários.

YEAH!

via Linux e o Guitarrista Pobre – Lines o’ Code.

Tutoriais de Música Livre

Dia 16/01 eu organizei no Matehackers a Oficina de Música Livre e apresentei para algumas pessoas alguns programas e técnicas que eu mesmo ando usando para produzir conteúdo sonoro no ambiente Linux. Eu já venho a algum tempo pensando em de alguma maneira apresentar estas ferramentas na forma de pequenos tutoriais e finalmente resolvi fazer isto enquanto documento o que foi apresentado na oficina.

Música Livre?

O nome da oficina é propositalmente estranho, porque afinal a música normalmente já é livre. Eu posso abrir a boca e cantar uma melodia, comprar um instrumento e aprender a tocar, ouvir uma canção e repoduzí-la eu mesmo, certo? Isso tudo é verdade, mas também é verdade que os consumidores, como somos vistos pela industria musical, cada vez mais querem se meter no papel de produtores e esse livre no título quer dizer livre para produzir as músicas que queremos.

A situação da Produção Musical no Linux

Então, supondo que queiramos produzir a nossa própria música, quão útil pode ser um sistema operacional livre? Bastante na realidade! A seleção de softwares é extensa e eles estão todos disponíveis gratuitamente e a um clique de distância usando um gerenciador de pacotes da sua distribuição favorita. Quer alguns exemplos? Para gravação, corte e edição de áudio temos o excelente Audacity. O Audacity pode ser usado também com centenas de efeitos como ecos, filtros, simulações de equipamento analógico, entre outros ; que estão disponíveis na forma de plugins, facilmente obtidos nos repositórios da sua distribuição Linux. Para trabalhar com MIDI e fazer sequenciamento de notas existe o Seq24, MuseScore, além do Hydrogen que é ótimo para escrever linhas de bateria e já vem com um grande conjunto de amostras sonoras para serem usadas. Para sintetizar sons para essas mensagens MIDI você pode usar o ZynAddSubFx, Yoshimi, QSynth, entre muitos outros… Para os guitarristas temos o simulador de amplificador valvulado Guitarix, a pedaleira virtual de efeitos Rakarrak e o TuxGuitar para visualizar e editar arquivos de tablatura (funciona com todos os formatos mais populares). Para soluções integradas de gravação, com suporte a gravação de áudio e MIDI em várias trilhas, aplicação de efeitos em tempo real e coisas assim temos diversas DAWs como o Ardour e o Qtractor (meu favorito no momento). Todos estes programas podem ser usados em conjunto por meio do kit Jack, que age como uma espécie de mesa de virtual de mixagem, onde podemos enviar áudio e MIDI entre os diferentes aplicativos.

Começando a jornada

Feita esta introdução estarei fazendo uma série de posts sobre cada uma dessas ferramentas. O primeiro é um que eu escrevi há muito tempo voltado para o uso do Rakarrack para aplicar efeitos no som de guitarra e depois disso um bem detalhado sobre o Audacity!

Vejo vocês na próxima!

Oficina de Música Livre dia 16/01

tux

Visite o Matehackers e participe de uma oficina de sobre ferramentas OpenSouce para composição, produção, gravação e edição musical. O foco vai ser no sistema operacional Linux, mas a maioria das ferramentas possui versões para os demais sistemas operacionais.

  • Data: 16/01 das 14:00 até as 18:00
  • Local: Sede do Matehackers | Av. Independência 330, sala 206 – Porto Alegre, RS – Brazil
  • Gratuito, mas de preferência avise antes que você vai aparecer para ficarmos espertos. Preencha este formulário ou nos mande uma mensagem na lista de emails ou no Twitter,

Assuntos abordados:

  • Linux e Produção Musical
  • Audacity
  • Jack
  • Linux e MIDI
  • Gravação com microfone e interfaces de áudio
  • DAWs, Plugins, LV2, LADSPA, …
  • Curiosidades, a abordagem “modular” do Linux

Python 3.3 + FTP

Bom dia galera, para quem gosta de brincar com novas versões de tudo deve ter notado o novo método de acesso da lib FTP do Python, foi introduzido o método mlsd() que faz o uso do comando MSLD do FTP (que na verdade, é bem mais antigo do que parece, http://tools.ietf.org/html/rfc3659.html)

Este método gerou a inutilização do NSLD, pois ele não seguia padrões, nenhuma convenção de entrega dos diretórios no FTP, o MSLD é justamente a proposta de um comando FTP que retorne uma lista do diretório de forma padronizada.

Então, segue um exemplo de como usar ela de maneira simples para realizar suas tarefas com o novo método:

>>> ftp_host = '' #seu host de conexão ao FTP
>>> ftp_user = '' #seu usuario de FTP
>>> ftp_pss = '' #a senha do usuário

>>> ftp = FTP(host=ftp_host,user=ftp_user,passwd=ftp_pass) # você pode ignorar usuário e senha caso o FTP permita conexões anônimas.

>>> ftp.mlsd
<bound method FTP.mlsd of <ftplib.FTP object at 0x101146410>>
>>> ftp.mlsd()
<generator object mlsd at 0x1007ae550>

>>> dir(ftp.mlsd())

['__class__', '__delattr__', '__dir__', '__doc__', '__eq__', '__format__', '__ge__', '__getattribute__', '__gt__', '__hash__', '__init__', '__iter__', '__le__', '__lt__', '__name__', '__ne__', '__new__', '__next__', '__reduce__', '__reduce_ex__', '__repr__', '__setattr__', '__sizeof__', '__str__', '__subclasshook__', 'close', 'gi_code', 'gi_frame', 'gi_running', 'send', 'throw']

>>> for i in l:
...    print(i)
...
('..', {'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20110225132610', 'unique': '811U5E8CA8', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'pdir', 'unix.owner': '2511'})
('erros', {'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20101202193850', 'unique': '811UA588C7', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'dir', 'unix.owner': '2511'})
('lojaexemplo2', {'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20101025140404', 'unique': '811U64AE2C', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'dir', 'unix.owner': '2511'})
('robots.txt', {'perm': 'adfrw', 'size': '53', 'modify': '20101202193850', 'unique': '811UA588D2', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0644', 'type': 'file', 'unix.owner': '2511'})
('cgi-bin', {'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20101202193850', 'unique': '811UA588BA', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'dir', 'unix.owner': '2511'})
('lojaexemplo-lib', {'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20101025140630', 'unique': '811UA59D5A', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'dir', 'unix.owner': '2511'})

Parece um pouco confuso acima com tantos dados?

É mais simples do que parece, navegar entre essa tupla e dict:

>>> for i in l:
...    print(i[0])
...
lojaexemplo2
robots.txt
lojaexemplo-lib

Os atributos:

>>> for i in l:
... print(i[1])
...
{'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20110225132610', 'unique': '811U5E8CA8', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'pdir', 'unix.owner': '2511'}
{'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20101025140404', 'unique': '811U64AE2C', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'dir', 'unix.owner': '2511'}
{'perm': 'adfrw', 'size': '547', 'modify': '20101202193852', 'unique': '811UA588ED', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0644', 'type': 'file', 'unix.owner': '2511'}
{'perm': 'flcdmpe', 'modify': '20101207203828', 'unique': '811UA59D79', 'unix.group': '2512', 'unix.mode': '0755', 'type': 'dir', 'unix.owner': '2511'}

Até ai beleza, mas ainda parece meio confuso ver exatamente o que você quer… então, vamos pegar e ver apenas os tipos:

>>> for i in l:
... print(i[1]['type'])
...
pdir
dir
file
dir

Mais simples né? Ai você pode fazer brincadeiras como verificar os tipos bem facilmente:

>>> l = ftp.mlsd()

>>> for i in l:
...    if i[1]['type'] == 'dir': print(i[0], "is a directory!")
...

lojaexemplo2 is a directory!
lojaexemplo-lib is a directory!

E é isso, ai, fica a sua imaginação como ela pode ser mais útil para cada caso, caso tenha dúvidas, deixe um comentário ou entre em contato comigo na pytche/matehackers!

Fonte: http://docs.python.org/3/library/ftplib.html?highlight=ftp#ftplib.FTP.mlsd

Hardening Linux

Boa tarde, gostaria de lembrar a todos os usuários unix por ai no mundo selvagem da rede de computadores!

Primeira dica: Quando você está conectado a internet é importante ficar atento aos serviços que seu computador roda para tarefas cotidianas, por exemplo, desenvolvedores normalmente usam algum banco de dados para testarem suas aplicações e ao não configurar os serviços corretamente, eles ouvem em todas as interfaces. É muito importante manter os serviços rodando em suas devidas portas e interfaces específicas, assim, nunca se esqueça de modificar as portas específicas que vocês querem.

Para conferir o que está rodando sobre quais portas, você pode rodar um netstat, o netstat é um utilitário que mostra estatísticas da rede de seu computador, ele possui uma série de opções e possíveis argumentos, os que mais utilizo são -n (não resolver nomes) -a (tudo) -p (exibir o PID do processo ouvindo na porta) -o (mostra o tempo / estado) gerando o comando netstat -napo

Isso me permite descobrir tudo que está rodando no computador, assim, sempre tenha cuidado ao ver 0.0.0.0:PORTA, pois isso indica que o serviço está rodando em todas as interfaces, acessível pela internet.

Segunda dica: Firewall bem configurado, existem regras que muita gente desconhece como –tcp-reset do iptables, qualquer firewall que vocês usem, NUNCA esqueçam que é necessário sempre tapar tudo que vocês não querem e depois liberar o que vocês querem permitir o acesso.

Terceira dica: Acesso SSH, o SSH por si só respeita uma série de regras que podem ser configuradas em /etc/security/access.conf, configure-o conforme seu cenário ideal(não esqueça nunca de adicionar LOCALhost, caso contrário, você perde a box localmente, a não ser que seja essa a intenção) para impedir que os usuários efetuem login na máquina, mesmo com usuários, senhas e firewall desativado.

 

That’s it for today!